quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sobre "Índios"

Agora, aos 36 anos, li este trecho de uma musica que diz:

"E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi."

Fiquei pensando:

"O que foi que eu ainda não vi?"

Já vi meus pais indo embora, minha segunda mãe morando longe de todos e tudo, famílias que deram certo, outras que nem tanto e outras que nem chegaram a acontecer.
Já vi gente sorrindo, chorando, gente que chorava de tanto rir e gente rindo pra não chorar.
Já vi pessoas reclamando que a vida não é boa e, por incrível que pareça, algumas que reclamavam por ela ser boa demais.
Já presenciei amigos que se equilibraram, uns que se desequilibraram e outros que enlouqueceram a ponto de esquecer os verdadeiros amigos.
Já vi muita gente chorar por amor que era considerado como verdadeiro, o que é uma mentira porque um amor verdadeiro nunca fara ninguém chorar a não ser que seja de alegria ou felicidade.
Vi gente que se matou.
Vi gente que se deixou matar, seja pela tristeza, seja pela falta de amor próprio.
Vi gente que morreu, simplesmente por que era sua hora.
Vi gente saudável morrendo doente e gente doente vivendo até os 90 anos.
Já vi a terra e o mar a partir do céu e o céu a partir da terra e do mar.
Conheci lugares bonitos, mas deprimentes por causa de pessoas medíocres e também já vi lugares simples e feios sendo os mais agradáveis por ter gente feliz e de bom coração.
Já vi pessoas brigando, muito, as vezes por nada, as vezes por tudo.
Já vi também as lagrimas que estas brigas provocam.
Vi casais fazendo as pazes e o sorriso que o beijo provoca.
Vi sexo e prazer.
Vi drogas destruindo famílias e famílias destruindo o efeito das drogas.
Vi gente chegando na lua. Vi meu time campeão do mundo e de tudo mais.
Já vi a morte, bem de perto, quase de dentro. Ela não é tão feia nem veste manto negro.
Já vi um muro batendo em minha cabeça. Não é legal.
Já vi uma cabeça batendo no muro. Também não é legal.
Também vi várias cabeças derrubando um muro para juntar dois povos irmãos. Isto foi muito legal
Vi gente se arrependendo do que fez, do que não fez e do que poderia fazer (isto é possível?).
Vi filhos nascendo. Não os meus, mas vi.
Vi de perto o sorriso de uma recém mãe e suas lágrimas felizes.
Vi muito mais do que pretenda e muito menos do que acho que seria possível.
Meus olhos já um pouco cansados, foram privilegiados neste mundo.
Eu fiz questão de lhes dar o privilégio de ver tudo o que podiam ver até agora.
Ainda espero poder proporcionar mais visões a eles por muitos anos.
Ainda espero me olhar no espelho e chegar a conclusão de que todas as coisas que vi e que não vi, me fizeram um homem completamente feliz.

E de tudo que vi tenho saudades, muito mais do que tudo o que ainda não vi.

sábado, 27 de abril de 2013

Senti falta

Senti a falta do teu cheiro
Do sabor da tua pele
Da tua companhia agradável
Do teu sorriso prazeroso

Senti falta de dançar
De cantar músicas de nosso tempo
De te levantar em meus braços
De beijar tua boca gostosa

Senti falta das tuas mensagens
Falando da beleza da noite
Que nem de perto
Reflete o belo verdes dos teus olhos

E tudo isto, em pouco tempo
Nem deu tempo pra te mostrar meu mundo
Nem mesmo de te permitir mostrar o seu
Muito menos entrelaçar os dois
Como nossos corpos se entrelaçaram

domingo, 31 de março de 2013

Mil Caminhos

Estradas, Vielas
Caminhos a seguir
Cruzam-se repentinamente
Marcando seus caminhantes

Desvios...
De caminhos, trechos ou conduta
Coordenados pela escuta
De um coração assolado

Quem não quiser estar sozinho
No caminha a ser seguido
Melhor escolher direitinho
Quem vai ter ao seu lado

Caminhos de um dia se perdem
E podem voltar à origem
O que não volta é o tempo
Que este andar consumiu

Caminhos longos se prendem
E seus caminhantes se atrelam
Depois de descobrirem
Que foi a estrada que os uniu

Se seu caminho é solitário
Não tenha pressa nem medo
Pois ainda que existam pedras
Que não consigas dividir

Mantenha teu passo firme
E siga sempre adiante
E vida é um é um diamante
E nada há de te impedir