terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quatros

Dividimos a idade em 4 partes: Criança, Adolescente, Adulto e Idoso;
Dividimos o ano em 4 estações: Primavera, Verão, Outono e Inverno;
Dividimos nossa casa em 4 tipos de cômodos: Salas, Quartos, Banheiros e Cozinhas

São 4 as fases da lua.
São 4 as operações básicas da matemática.
São 4 as tintas da impressora.
São 4 as letras que escrevem a palavra mais linda que existe: AMOR
São 4 as letras que escrevem a coisa mais poderosa que há: DEUS

Em 4 partes está meu coração.

Diferenças 2

"Enquanto as mulheres vivem movidas da raiva pela traição do corpo
Homens morrem de dor pela traição do coração.
"

Dimensões

Entre o céu e o inferno
Eis-nos aqui
Na Terra

Entra a eterna luta do bem contra o mal
Queremos mais.
Queremos amar e fazemos guerras diárias.
Queremos viver e nos matamos um pouco a cada dia
Queremos ter e jogamos tanta coisa fora.

O que estamos fazendo?
Sabemos mesmo agir da melhor maneira?

Que atire a primeira pedra
Aquele que é totalmente feliz.

Diferenças 1

"A diferença entre o Máximo e o Mínimo
São os nossos próprios atos."

Novos Tempos

(Para Jhé, com carinho do titio)

"- Você sabe que horas são? - Pergunta o pai, que aguardava preocupado a chegada de sua filha.
- Sim, eu sei. - Responde a filha, sentindo-se culpada mas, ainda assim, indignada coma vigilância.
- Pôxa, já te disse mil vezes pra avisar quando for chegar tarde.
- Mas não deu, acabou a bateria do celular.
- E o telefone público? Pra que existe?
- Eu não tinha cartão, tah bom?
- Comprasse! É barato. Toma. Carrega este contigo.
- Não quero, não precisa.
- Pegue! Pelo menos vai ter como avisar na próxima vez.
- Qual é hein? - Indaga a filha, exaltada - Quer me vigiar?
- Se eu quisesse, te dava um celular com GPS.
- Humpf! Não ia adiantar nada. Já disse, fiquei sem bateria. - Ironiza a filha.
- Tá. Tá bom. Onde tu estavas?
- Ahh! Viu como queres me vigiar?
- Ah meu Deus. Tá bom. Eu vou dormir. Não quero brigar. Acho que ficar preocupado é dever de um pai, e não motivo de brigas.
- Ótimo. Também quero dormir.
- Perfeito. - Responde o pai, de cara fechada.
- Quando é que vocês vão parar de me controlar hein? Já tô de saco cheio disto.
- Quem sabe, depois que tu completar teus 14 anos, a gente alivia, e te dá uma trégua..."


Os tempos realmente são outros.

Memória

Trecos, coisinhas,
Utilidades inutilizáveis
Que algum dia poderemos precisar

Porcarias, lixo para alguns.
A porca do parafuso da rebimboca
A parafuseta do colchilho do trilho

Onde estão?
Onde eu pûs?
Guardei porque poderia precisar
Só não guardei na memória
O lugar onde coloquei.

O ato

Brancos, alvos,
lençóis
Nos cobrem o corpo nú
Tapam nossas vergonhas
Que sem vergonha nenhuma se tocam
Sob o tecido suave

As pernas se entrelaçam
O lençol insiste em seguí-las
Os pés o empurram
E aos pés da cama ele cai

E assim começa outro ato de amor.

Simples raciocínio

"Retalhos, juntos, formam a colcha que nos aquece.
Retalhos da vida, compõem o que nos faz realmente crescer."

Vetor

Diz a aritmética
Que o vetor é uma referência
E na vida?
Qual vetor nos traz experiência?

X, Y, Z,
Variáveis, infinitas, multi-valorosas.
Indefinidas expressões
Indefinidas como o destino

O que as define é o cálculo
Feito de números absolutos
Quem define o destino somos nós
Com nossos atos resolutos

E os alunos não entendem
Porque devem saber a fórmula.
Mal sabem eles que a Báskara não é nada complicado
Comparado a fórmula da felicidade.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Lembranças

Retalhos de lembranças
Vagam meus sonhos
Tristezas e alegrias
De momentos alegres e tristonhos

Pesadelos, tormentos
Agitam minhas noites
Me acordam ofegante
Me machucam como um açoite

Sonhos bons me recompensam
Pelo que, de bom, eu já fiz.
Que não desapareçam
Me fazem mais feliz.

Lembranças, todas elas
Montam-me para um futuro
Me preparam para o amanhã
Me deixam mais seguro

São meu passado e presente
Dizendo como agir
Logo ali à frente.

Escrita

Caneta, lápis, giz
Cada coisa em seu lugar
No quadro o giz desliza
Me ensinando a rabiscar

No caderno onde calculo
O lápis fica a riscar
Calculando o certo e o errado
Que, se errado, posso apagar

Ja a caneta imponente
Impõe a eternidade
Às letras eminentes
Que resistem a idade

Caneta, lapis, giz
Cada coisa em seu lugar
Cada ítem tem seu uso
Não se pode reclamar

Ados

Entre bocados e trocados.
Vou seguindo desajeitado
Trôpego, abalado
Pelo difícil labutado

Vil metal suado
Corrugado, esmagado
Num bolso apertado
Apequenado, minimizado

Mas se pareço cansado
Me desculpe o desagrado
Me sinto como que ajoelhado
Em montinhos de milho esbugalhado

E levantado, acordado
Fico ainda atordoado
Pelo triste ocasionado
Que a vida tem ofertado

Espacial

Teu semblante lunar
Traz luminosidade à minha Lua
Tua têz macia como nuvem
Traz suavidade à minha esperança

Teu olhar triste de estrela
Me comove, me corrompe
E tua boca, fatídica
Me cala com as augurias do teu sentimento.

Lágrimas

As lágrimas que correm de teus olhos
São provas de um amor constante
Que abate jovens almas
Que só sofreram por um único amor

As lágrimas que nao correm em minha face
São as que ficaram presas
Retidas pela incerteza
Que só existe em quem está cansado de sofrer

Lágrimas

As lágrimas que correm de teus olhos
São provas de um amor constante
Que abate jovens almas
Que só sofreram por um único amor

As lágrimas que nao correm em minha face
São as que ficaram presas
Retidas pela incerteza
Que só existe em quem está cansado de sofrer

Saudoso

Alguns dizem que estou ficando velho
Carrego comigo minhas velhas músicas
Os velhos filmes e os velhos chavões

Sou sim, saudoso de minha doce época
Quando tudo era proibido, nada inacessível

E quando me lembro disto tudo
Meu peito dói
Por saber que nada mais vai voltar
À ser como era antigamente

Sumiço

Queria voar
Extravazar
Por pra fora o mal e a mágoa

poder ver-te mais uma vez
Pra mim já seria o bastante

Conversar contigo
Sobre o que sou
O que fui, e perguntar-te o que serei

Há 19 anos sinto tua falta
Teu sumiço ainda e dói, e muito
Como se tivesse sido ontem.

E por mais que as lacunas sejam preenchidas
O buraco de tua ausência continua aberto.

Só penso em poder te encontrar um dia mãe
Para que me fales, onde eu erro tanto.

Platoon

Platão, filósofo grego, grande cara.
Sabem o que ele tinha para si?
Algo que ele nunca iria alcançar
E assim ele continuava a viver, na esperança de um dia, quem sabe...

Quantos e quantos de nós vivemos assim?
Esperando por algo que nunca teremos?
Diversos, milhões, arrisco a dizer... Quase todos.

A grande diferença entre os que fazem suas vidas acontecer
E aqueles que às vêem passar, é justamente esta.
Alguns tomam as rédeas, colocam cada coisa em seu devido lugar e pronto.
Está tudo resolvido.

Outros colocam a esperança de lado,
Por saberem que existem muitas dificuldades até sua realização
E tocam sua vida, sem pensar naquele distante objetivo.

E outros, esperam para atingir seu objetivo, vivem sonhando com isto.
E morrem sem alcançá-los.

O que e quem é certo nesta história?
Ninguem e nada, talvez todos e tudo.

Platão morreu sem poder tocar quem amava
Você vai morrer assim? ou fazer sua vida acontecer?