terça-feira, 10 de junho de 2008

Restos de um telefonema

Quando ao telefone me falas em saudades
Lembraças tantas me vêm a mente
Como curtas-metragem em variedades
Que se atravessam à minha frente

O bolo de mãe não comido
O carrinho bonito que quebrei
O tapa do pai, que é doído
A leitura dos contos do rei

Tudo vem tão cego, tão intenso
Hesito até no falar
Felicidades, tristezas,
Risos e lágrimas a rolar

Risos pela saudade morta
Lágrimas pela saudade eterna
E a falta de você, ao outro lado da linha
E longe do meu coração.

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