domingo, 27 de julho de 2008

Guerreiros Armados

Toda Guerra tem batalhas,
Toda batalha tem seus duelos,
Os duelos têm seus guerreiros
E cada guerreiro suas armas

Alguns preferem as brancas
Que ferem com suas pontas afiadas
Cortam com seus gumes alinhavados
Machucam, rasgam o peito

Outro armas de fogo
Que lançam chumbos contra o inimigo
Perfuram, estraçalham
Percorrendo o interior do corpo

Mas não há nenhum como o diplomata
Tão guerrilheiro quanto os outros
Mas cruel no uso do seu armamento principal:
As palavras

Elas ferem, tanto quanto as outras armas
Elas não cortam ou perfuram a carne
Mas atingem diretamente a alma
E, sem perfurar o peito, chegam ao coração

Causam feridas doídas,
Vão nos machucando, cansando
E nos fazem á todos Terezas
Que cansadas da guerra, fecham os ouvidos

Mas a vítima das palavras
Que se fere, que se cansa
É a mesma que se sana
Com as palavras doces do amor.

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