terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Caixas de Vida

Quem é que nunca quiz, um dia montar caixas e colocar vários momentos nelas?
Seja pra esquecer ou para guardar em segurança?
Caixas servem pra isto mesmo. São espécies de arquivos que usamos pra guardar itens, que são ou inúteis ou queridos demais, mas infelizmente a única caixa em que podemos guardar os sentimentos é nosso cérebro. É nele que reside tudo o que vivemos, o que fomos, somos e as esperanças do que viremos a ser. É nele que guardamos as lembranças das vitórias, as amarguras das derrotas, as saudades que sentimos de quem amamos no passado ou no presente, as memórias de nossa escola, momentos importantes que passamos, nossas decepções e alegrias. Tudo guardado no nosso frágil cérebro. Um monte de minhoquinhas cinzas aglomeradas capazes de nos trazer isto tudo à tona ao menor incentivo. As vezes nós queremos nos lembrar de alguma coisa, e a nossa caixa particular não se abre, nos faz ficar fazendo força para tentar abrir suas abas até que a luz que há dentro dela clareie tudo ao nosso redor, e quando conseguimos alcançar o que queremos dentro de nossa caixa cinza, ficamos felizes como crianças que ganham um pirulito daqueles bem formosos, enormes, coloridos e redondos.
Estranha esta nossa caixa. Existem coisas que colocamos bem no fundo, pra nao precisarmos enxergar mais, e quando menos esperamos, elas saltam de dentro dela, mostrando-se, exibindo-se. Em compensação, existem coisas que colocamos tão ao alto da caixinha que se bobearmos ela cairia pelo lado de fora, mas quando vamos resgatar, nao as encontramos.
Entre recordações, e tesouros; desastres e utopias, tudo fica lá dentro.
O mais interessante é que, qualquer coisa que quisermos deixar para nossos herdeiros, teremos que tirar da nossa caixa cinza, copiar pro papel, e depois guardar este papel.
Sabe onde o guardamos??
Numa CAIXA.

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