Estes textos são escritos por mim. Marcelo Freitas Machado, estão disponíveis a todos que queiram compartilhar com seus amigos, mas peço-lhes a gentileza de citar o autor.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Esperanças, Diamantes e Florestas
Um dos maiores compositores da música moderna brasileira escreveu certa vez que: "As vezes parecia que de tanto acreditar em tudo o que achávamos tão certo, teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto, e diamantes de pedaços de vidro”. Este trecho nos leva a enormes e diferentes interpretações. A primeira vista, podemos concluir que o trecho nos leva a acreditar que nossas convicções nos enganam, nos dão falsas esperanças. Mas quais esperanças são realmente falsas? E desde quando nos importamos com esta falsidade? O que seriam de nossas almas se não tivéssemos as esperanças que nos movem os sentimentos no sentido a frente? Nós, seres humanos em geral vivemos movidos por objetivos que nem sempre podemos alcançar. E quando sabemos que não podemos alcançar, mesmo assim, mantemos as esperanças, pois precisamos delas, precisamos ter aquele objetivo como horizonte, até que surja outro mais interessante. Sem isto ficamos sem rumo, sem um norte pra onde seguir, e perdidos, sem saber o que fazer. É nesta situação que as pessoas perdem completamente o controle sobre suas próprias vidas, deixando a maré levá-las a deriva, sem lutar, sem remar contra. É neste estágio que viramos uma espécie de zumbi, que vaga pelas ruas procurando uma alma na qual se encaixar, para voltar a viver. Quando estamos assim, é que entramos no modo “automático”, onde tudo o que acontece ao nosso redor passa por nós de uma forma que não percebemos, somente seguimos a onda do momento, carregando conosco um coração cheio de um vazio enorme. Assim sendo mantemos as esperanças, mesmo que falsas. Afinal, diamantes de vidro e floresta no deserto não são tão impossíveis assim.
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