Não me culpes,
Não fiz por mal.
Te quero bem, muito bem.
Não me culpe por eu ser quem sou
Nem por ser como sou.
Sou somente eu mesmo.
Nem um tanto a mais,
Nem um pouco a menos.
Se escrevo doce
E meu canto te agrada
Nada tenho de culpa
Mesmo que carregue
Esta culpa, que não tenho, em mim.
Sei que tuas lágrimas quase te afogaram
Também sei que elas tinham o gosto de minha boca
Mas creia, não fiz nada por mal
Nem de caso pensado.
E se teu coração ainda se prende a mim,
Liberta-o,
Pois não usei amarras e nem algemas
Que não fossem simples músicas
Ou versos simples de um escriba amador
E se perfurei teu peito tanto
Que a ferida demora a curar
O unico remédio que realmente te ajudará
É meu silêncio.
Tenha em mim um amigo, um irmão
E não um homem, que não pode te dar o coração.
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