terça-feira, 3 de março de 2009

Nobres Referências

"Falar mal das mulheres é costume de
todo amante que não foi feliz.
Um coitado, mordido de ciúmes,
tudo maldiz e se maldiz...
Pois confesso que nisso se resume
O que fui, o que fiz."

A máxima acima é de Vicente de Carvalho, poeta santista, morto em 1924, conforme li em um livro de Manoel Carlos, que ganhei de uma pessoa muito especial, uma grande amiga, a quem quero muito bem.

E nas frases de Vicente existe uma plena verdade. Muito falei mal de mulheres, e das mulheres, tanto das que tive, quanto das que não tive em meus braços. Assim como, creio eu, tenham falado mal de mim um tanto também. Mas bem-dizeres e maldizeres à parte, eu tenho que concordar. Das poucas que passaram pela minha vidinha, quase nenhuma não teve um "senão", talvez nenhuma. O incrivelmente interessante é que isto agora já não importa mais. E fui me lembrar destes "senãos" ao ler este trecho do livro, por prestar atenção, pois, se estivesse meio distraído, com certeza não lembrar-me-ia de nada disto. A verdade mais absoluta que tenho a tirar deste trecho, é que não importam mais pra mim os defeitos das amigas, amantes ou esposas que por minha vida passaram. Isto acontece pelo simples fato de eu estar amando e sendo amado à mesma altura, por uma pessoa de nível intelectual e atitudes similares.
Ou seja, a máxima de Vicente é realmente uma Máxima, daquelas com M maiúsculo. Não importa o que houve de errado nos tempos passados. A única coisa que importa sobre erros são os MEUS erros. E estes eu não posso, não quero, não preciso e, logo, não irei cometer. E por isto perde-se qualquer importância em mau-falar de qualquer mulher. E se hoje sou assim é porque sou bem amado. E amo incondicionalmente. E como meu falar não se dedica mais a destilar veneno sobre as mulheres passadas, sobram palavras para enaltecer minha amada, a quem só tenho flores a entregar durante muitos e muitos anos.

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